| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Gruiformes |
| Família: | Rallidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | N. erythrops |
O turu-turu é um Gruiforme da família Rallidae. Conhecido também como pai-luiz, sanã-de-bico-vermelho e galinha-d'água-mirim.
Seu nome científico significa: do (grego) neos, neo = novos, novo; e de krex = sanã, codorniz, fanfarrão, barulhento; e do (grego) eruthros = vermelho; e de -öps = olhos, olho. ⇒ Nova sanã de olhos vermelhos. Do (grego) Krex foi mencionado por Heródoto, Aristófenes, Aristóteles e outros autores, identificado com uma larga variedade de aves pernaltas (presumivelmente um nome onomatopeico).
Mede cerca de 19 centímetros de comprimento. É uma espécie que apresenta coloração acinzentada no rosto e no peito, apresenta forte barrado de preto e branco no ventre inferior, crisso e na parte inferior da cauda. O manto e as asas são marrons. A cauda é curta e apresenta a mesma coloração do manto. Os pés são vermelhos brilhantes e o bico é bicolor, vermelho e amarelo-esverdeado. Olhos avermelhados.
Os filhotes apresentam a coloração preta em todo o corpo com as pernas, olhos e bico escuros.
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014).
O que é flavismo?
Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).
Uma série prolongada de pios de ritmo irregular, que pode durar vários minutos.
Faz ninho de gramíneas, em forma de cesto em amontoados de vegetação, pondo até 7 ovos de cor creme, manchados de marrom-avermelhado.
Habita alagados com gramíneas, campos úmidos, campos com arbustos e bordas de florestas. Pode ser descrito principalmente como uma espécie de capinzais e emaranhados. É difícil de observar, pois vive no chão e raramente sai dos esconderijos. No Nordeste do Brasil se torna comum principalmente após as primeiras chuvas durante a estação chuvosa.
Presente localmente em quase todos os estados do Brasil, com exceção de uma porção do leste amazônico e da região sul, sendo escasso em algumas áreas e razoavelmente comum em outras (como no extremo Nordeste do Brasil). Encontrado também na Venezuela, Suriname, Guiana, Colômbia, Bolívia, Peru, Argentina e Paraguai. Existe um registro de um indivíduo morto em Londrina no estado do Paraná por Breno Fidencio Tamarozzi. Há um registro de um indivíduo morto em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, por Cristiano Dalla Rosa e outros. (https://checklist.pensoft.net/article/21199/).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: